terça-feira, 14 de junho de 2011

A vivência popular


É sempre assombroso perceber que enquanto vivemos, pouco vivenciamos. Isso quando se passa despercebida, a linha do tempo e espaço que só se acusa e espanta no fim de nossos dias.

Nos perguntamos: - Nesses anos, o quanto eu vivi?

De imediato ligamos a razão na emoção e percebemos o erro de não dizer o que deveríamos ter dito, nem fazer aquilo que deveríamos ter feito.

Mas por quê?

Por que somos assim, tão perdidamente crentes que somos felizes até o dia em que a terra se faz verdade e a matéria se faz poeira?

Você pode achar um devaneio, mas o popular é sábio e não ignora a verdade. Por incrível que pareça cada calo do trabalhador tem mais história que o seu dedo.

É na praça, nas escolas, na ponte e nas aldeias que o popular se encontra e livremente permite um caminho novo sem limites.

Desta forma todo aprendizado é legítimo e não segmentado. Se aprende algo de todo e nunca o todo de algo.

Tá certo que uma coisa é fato. O popular não é fátuo e permanece lá do lado de fora da janela.

Alessandro Rodrigo Maiochi - 08/06/2011

Arte