
É sempre assombroso perceber que enquanto vivemos, pouco vivenciamos. Isso quando se passa despercebida, a linha do tempo e espaço que só se acusa e espanta no fim de nossos dias.
Nos perguntamos: - Nesses anos, o quanto eu vivi?
De imediato ligamos a razão na emoção e percebemos o erro de não dizer o que deveríamos ter dito, nem fazer aquilo que deveríamos ter feito.
Mas por quê?
Por que somos assim, tão perdidamente crentes que somos felizes até o dia em que a terra se faz verdade e a matéria se faz poeira?
Você pode achar um devaneio, mas o popular é sábio e não ignora a verdade. Por incrível que pareça cada calo do trabalhador tem mais história que o seu dedo.
É na praça, nas escolas, na ponte e nas aldeias que o popular se encontra e livremente permite um caminho novo sem limites.
Desta forma todo aprendizado é legítimo e não segmentado. Se aprende algo de todo e nunca o todo de algo.
Tá certo que uma coisa é fato. O popular não é fátuo e permanece lá do lado de fora da janela.
Alessandro Rodrigo Maiochi - 08/06/2011
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